Nesta romaria à antiga, montamos os palcos onde eles couberem para que a novidade possa espreitar a cada passo. Durante 4 dias, Lamego balança entre a música e a arte contemporânea, sempre de olhos abertos para o que é novo, de ouvidos postos na reverberação que toma conta das ruas.


Trilhamos o caminho do risco que se quer saudável, de forma paciente e a querer olhar em frente sob o signo da descoberta, do novo, do desafiante. É por isso que aqui a música e as artes performativas e plásticas se apresentam sem rótulos nem géneros, apenas com a urgência de serem vistas. E é talvez por isso que ao fim de onze edições ainda não repetimos um único convite, num atestado de vitalidade e frescura às muitas músicas que por cá se fazem.


Com o mote de que durante quatro dias, a cidade é nossa, vossa, e de quem cá chegar, venham com a certeza de que sempre trabalhámos por fazer do ZigurFest e de Lamego um espaço seguro, confortável, tolerante, onde todas as formas de ser e estar são abraçadas e respeitadas. Para quem chega pela primeira vez, fica a promessa: são todos bem-vindos a celebrar connosco.


Olhemos então para a cidade como um palco de grandes dimensões: onde a imersão se quer total, onde há tempo para os concertos serem vistos, onde todos são cabeças de cartaz, mas acima de tudo é um local onde nos sentimos em família para celebrar ininterruptamente de 24 a 27 de Agosto.


Com a cidade como um vasto centro nevrálgico, abrimos novos caminhos que se estendem ao Museu de Lamego, Rua da Olaria e ao Parque Isidoro Guedes. Também revisitamos velhos conhecidos como o Auditório do Teatro Ribeiro Conceição, e regressamos ao Horto do Castelo de Lamego, perpetuando as lógicas de preservação e redescoberta do património erigido e de abraçar as rotinas diárias da cidade.


E porque todos os anos aumenta a vontade de deixar uma marca capaz de extravasar a efemeridade do festival, convidámos dois colectivos a residir nas periferias da cidade durante duas semanas para a criação de duas obras cuja única condição é a inclusão de músicos e elementos locais. Vai ser inesquecível.


Também regressa connosco a ZONA – Residências Artísticas de Lamego em regime de open call. Uma semana de estudos que se desdobra em dois: nas artes plásticas e visuais, na performance, ou na videoarte. Tudo isto se traduz numa exposição alinhada com os valores do festival: desafiante, urgente e que nos faça questionar.


Aos romeiros que nos procuram de longe, terão no Parque de Campismo do ZigurFest, fornecido mais uma vez pelo Município de Lamego, um espaço gratuito, soalheiro e instalado numa zona verde da cidade, pronto para receber quem viaja para descobrir a cidade e a música mais entusiasmante do ano. A capacidade do Parque é limitada e é necessária a inscrição em

Até lá, ponham-se a caminho. O festival é grátis e nós já estamos à vossa espera.